Na perspectiva da digitalização ou potencialização do texto, Pierre Lévy aponta que,
O computador é, portanto, antes de tudo um operador de potencialização da informação. Dito de outro modo: a partir de um estanque de dados iniciais, de um modelo ou de um metatexto, um programa pode calcular um número indefinido de diferentes manifestações visíveis, audíveis e tangíveis, em função da situação em curso ou da demanda dos usuários. Na verdade, é somente na tela, ou em outros dispositivos interativos, que o leitor encontra a nova plasticidade do texto ou da imagem (ou o filme em película) forçosamente já realizado por completo. A tela informática é uma nova "máquina de ler", o lugar onde uma reserva de informação possível vem se realizar por seleção, aqui e agora, para um leitor particular. Toda leitura em computador é uma edição, uma montagem singular. (LÉVY, p.23)

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